Uma corretora fascinada por moda, design e artesanato ou simplesmente uma ariana ...
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No mundo há encanto e desencanto.
Há dias que chegam leves, quase como um presente. E há outros que atravessamos apenas porque precisamos chegar do outro lado.
Vamos vivendo assim. Um dia depois do outro. Resolvido o que precisava ser resolvido, carregando o que ainda pesa, sorrindo quando dá, silenciando quando é preciso.
Até que, de repente, acontece.
Não há aviso. Não há música ao fundo. Não há nada extraordinário acontecendo do lado de fora.
Mas, por alguns instantes, parece que o mundo inteiro diminui o volume.
E somos só nós dois.
Eu e Ele.
Como se Deus encontrasse um pequeno espaço no meio da minha pressa e dissesse, baixinho:
“Filha, fica aqui um pouquinho.”
E eu fico.
Não sei explicar exatamente o que acontece nesses momentos. Talvez porque certas coisas não tenham mesmo sido feitas para caber em palavras.
É um afago na alma.
Uma paz que não precisa de explicação. Uma certeza que não precisa de prova. Uma espécie de abraço que não se vê, mas que a gente sente inteiro.
E então percebo que existem momentos que não precisam ser contados.
Não porque sejam pequenos.
Justamente o contrário.
São tão grandes, tão íntimos, tão nossos, que talvez devam permanecer assim: guardados naquele lugar secreto onde só cabem um Pai e uma filha.
O mundo pode continuar lá fora.
As coisas podem esperar.
Por alguns instantes, não existe passado, futuro, preocupação ou resposta.
Existe apenas a presença.
Aquele instante em que tudo parece parar e o coração entende, sem que ninguém precise explicar:
“Eu estou aqui.”
E talvez esse seja um dos maiores encantos da vida.
Descobrir que, mesmo quando o mundo parece barulhento demais, ainda existem momentos em que Deus consegue falar conosco em silêncio.
Só entre nós.
Eu e Ele.