O que fazer depois?
O primeiro passo é se conscientizar de que algo não está bem. Seja devido a situações atuais ou memórias antigas.
O segundo é decidir fazer algo em relação a isso! Não é uma decisão tranquila para todo mundo.
Muitas vezes será preciso fazer um esforço para enxergar a terapia como algo realmente bom e que vale a pena.
Via de regra não estamos acostumados a falar sobre nossos problemas com um estranho. Desabafar com um amigo ou amiga? Tudo bem, é mais fácil e natural, mas chega uma hora em que esses desabafos e os conselhos de familiares e amigos não surtem mais efeito e precisamos ir além para compreender o que nos acontece.
Além disso, queremos que o sofrimento acabe e que nossa vida volte a funcionar o quanto antes e com o menor esforço possível. Se não tivermos que fazer nada para isso, tanto melhor!
Mas durante o início da terapia, é normal se dar conta de que não há remédio nem mágica que faça a dor parar rápido. Para haver progresso, temos que seguir um processo, persistir e participar ativamente.
Algumas sessões e momentos serão ótimos e produtivos, outros nem tanto e podemos até ter vontade de parar. Desculpas não irão faltar: a falta de tempo e dinheiro são as mais comuns.
Essa alternância entre sentimentos bons e ruins durante a psicoterapia é normal e, se continuamos, começamos a colher os frutos e os benefícios de ter um lugar adequado para falar dos nossos problemas e tratar das nossas dores e questões emocionais.
Isso acontece porque aquilo que falamos volta para os nossos ouvidos e conseguimos ouvir e compreender muitas coisas que em uma conversa entre amigos não é possível compreendermos. E isso é curativo, é salutar e necessário!
O tempo passa e a impressão é que, ao mesmo tempo em que nada muda, tudo muda! Como assim? As situações e os desafios continuam os mesmos, mas nós mudamos a maneira de lidarmos com eles.
Ficamos mais fortes e capazes, mais seguros e resilientes. Sem contar que em algumas armadilhas já não caímos mais.
Quem já experimentou sabe!
Paula Fischer